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Não basta viver mais anos. É preciso qualidade de vida.


Data:  26-04-2009     Fonte:  Gazeta das Caldas



  A Organização Mundial de Saúde perspectiva que em 2025 haja uma taxa média de vida de 80 anos. "Mas, além da longevidade é necessário ter qualidade de vida", defendeu o músico terapeuta Artur Correia, que reproduziu uma sessão de musicoterapia na Expoeste durante as Jornadas de Envelhecimento e Sociedade, que decorreram nos dias 16 e 17 de Abril.

   O orador, que é também membro da Associação Portuguesa de Musicoterapia, considera que o som "faz parte da nossa essência" e que a sua utilização pode ter benefícios ao nível da comunicação, relacionamento, expressão e até mobilidade dos idosos, melhorando o seu bem-estar físico, psíquico e social.

   A mesma opinião foi defendida por Amélia Martins, directora técnica do Lar de Santa Beatriz da Silva (Fátima) partilhando com os presentes as práticas já implementadas nesta instituição, que conta com 83 pessoas.

   Uma dessas valências, ainda desconhecida da maioria dos técnicos, é o snoezelen, que é definida como um "despertar sensorial" e que pode possibilitar efeitos terapêuticos nos idosos na medida em que facilita "a acção do tratamento do medicamento nas células", afirmou a oradora, especificando que esta forma de psicoterapia faz o apelo directo aos cinco sentidos.

   A junção de duas palavras holandesas que significam cheirar e relaxar começou a ser praticada há cerca de 20 anos na Holanda, Bélgica, Alemanha e Itália, em pessoas com deficiência, e só depois com idosos, para relaxamento e tratamento de algumas doenças.

   O lar de Fátima foi o primeiro a utilizar esta prática, em 2005, depois de submeter o projecto à Fundação Calouste Gulbenkian, que o financiou. Mais tarde, e tendo em conta os bons resultados, tem apoiado a sua concretização em diversas instituições por todo o país.

   O Lar de Santa Beatriz da Silva prepara-se agora para implementar a dançoterapia, ou terapia através da dança, que promove a utilização do corpo ao som do ritmo.

   "A maior parte das vezes o que se prepara nestas sessões não é para se mostrar em público", refere Amélia Martins, destacando que o efeito terapêutico está no movimento feito pelos idosos e não tem em conta as avaliações exteriores.

   No caso dos idosos residentes em lares, compete aos responsáveis promover a igualdade de oportunidades, independentemente dos recursos económicos dos seus utentes, disse Amélia Martins, realçando que a instituição onde trabalha é pobre e que a maioria das reformas dos utentes não chega aos 300 euros mensais. "O que é preciso é imaginação", afirmou a responsável, que actualmente se encontra em Roma a tirar formação nesta área.

   Também a docente universitária Aida Ferreira defendeu que o nível de oportunidades para os idosos em lar "depende da capacidade inovadora, dinâmica e criativa de quem dirige as instituições".

   Nesta quinta edição das jornadas do Envelhecimento, que contou em cada um dos dias com cerca de 200 pessoas, foi também dado destaque à prevenção e acção, sobretudo com intervenções das forças policiais, que sensibilizaram os idosos para os "contos do vigário" e indicaram-lhes as melhores formas de actuação contra assaltos.

   A novidade que é a consulta de Psicogeriatria do Centro Hospitalar, a funcionar desde o início do ano, numa parceria com o Centro Hospitalar de Psiquiatria de Lisboa, foi também abordada nesta iniciativa, bem como outras medidas de apoio ao bem-estar dos seniores.

   As V Jornadas do Envelhecimento e Sociedade foram organizadas pela Câmara das Caldas e Grupo Concelhio de Apoio à Pessoa Idosa.


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