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Novas pistas sobre o processo de envelhecimento


Data:  05-03-2012     Fonte:  Ciência Hoje



 Equipa internacional dirigida por português faz importante descoberta sobre os telómeros.

O investigador português João Passos, do Institute for Ageing and Health, Universidade de Newcastle, liderou um estudo que dá novas pistas sobre o processo de envelhecimento. Publicado na revista "Nature Communications", o estudo revela que elementos de stress, agentes que danificam o DNA, como medicamentos para o cancro ou radiação danificam irreparavelmente os telómeros.

Os telómeros encontram-se nas extremidades dos cromossomas e apresentam-se segundo uma estrutura que confere protecção ao material genético de sofrer dados durante a divisão celular. Estes danos são factores importantes no processo de envelhecimento celular. Em conversa com o "Ciência Hoje", João Passos, explica que já se sabia que "os telómeros afectam o envelhecimento, pois vão encurtando com o tempo. Se os medissemos conseguríamos obter a idade celular".

O que se percebeu agora é que "os telómeros são particularmente susceptíveis a danos no DNA e que o dano induzido por stress aos telómeros, até mesmo os mais longos, é irreparável".

Nas experiências foram analisadas células de ratinhos com telómeros longos.

A investigação "envolveu experiências com células de ratinhos que têm telómeros muito longos. Foram expostas a elementos de stress, ou seja, agentes que danificam o DNA". Percebeu-se então que os telómeros ficaram danificados o que impede que as células sejam capazes de se regenerar. Além disso,"produzem moléculas inflamatórias que estão ligadas ao envelhecimento e a doenças".

Uma das maneiras de tentar resolver estes problemas é eliminar as células senescentes dos tecidos. "Isto já foi feito (está descrito num artigo recente de investigadores da Mayo Clinic) e levou a uma melhoria na formação dos tecidos, indica o investigador. Outra das hipóteses é eliminar a inflamação".

Outra ideia seria reparar os telómeros para que as células se continuassem a dividir. No entanto, "este caminho é perigoso", considera, pois a razão "porque as células não se dividem pode ser por defesa, para impedir que células que possam provocar cancro se espalhem".

A equipa liderada por João Passos é multinacional. O investigador refere que Francisco Marques (Universidade de Newcastle) e Clara Correia-Melo (Programa Doutoral GABBA da Universidade do Porto em colaboração com a Universidade de Newcastle) dois estudantes de doutoramento portugueses tiveram contribuições importantes neste trabalho.


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