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A 4ª idade


Data:  05-07-2008     Fonte:  A União



  Com o aumento da longevidade da vida, surge um novo conceito no mundo moderno que precisa de novas atenções sociais.

   Falo dos idosos de 80 e mais anos de idade que também existem nos Açores e na Ilha Terceira e, desde logo, fico satisfeito de pensar que posso chegar à 4ª idade, pois envelhecer é um processo natural e inevitável, basta estar vivo.

   De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), nas últimas décadas houve uma mudança na estrutura demográfica na qual é notável um crescimento da população idosa em todo o mundo.

   Os avanços da ciência ao nível da medicina têm vindo a aumentar a esperança média de vida, neste momento, uma criança em Portugal poderá viver entre 75 anos se for homem e 81 anos se for mulher. Para 2050 prevê-se que a esperança média de vida nos homens evolua para 80,4 anos e nas mulheres para 86,6 anos.

   Uma previsão que nos deve fazer estar preparados para uma nova realidade em dimensão humana, especialmente, na Região onde em determinadas Ilhas os que nascem são em número bastante inferior aos que morrem. O balanço intergeracional é negativo.

   Todavia, a 4ª idade já é uma realidade dos nossos dias e, neste sentido, resta saber se as politicas actuais nos Açores estão preparadas para as demandas destas pessoas atendendo às suas características especiais, designadamente a dependência e a vulnerabilidade. Infra-estruturas, cuidados de saúde, alimentação, integração social, assistência diária, enfim um conjunto de preocupações que exigem maior acompanhamento do que a 3ª idade.

   Na 4ª idade as pessoas são mais dependentes pelo facto de muitas serem detentores de doenças crónicas e possuírem menos mobilidade, mas é preciso continuar a garantir qualidade de vida e bem-estar social nesta fase da vida, até, porque esta é uma dependência que crescerá nos próximos tempos.

   A rede de apoio ao domicílio não está completa em serviços, não existe uma política de apoio às famílias e as instituições de solidariedade social têm listas de espera. Acima de tudo, esperam-se atitudes de proximidade para com as pessoas, respostas adaptadas às diferentes especificidades das Ilhas e espera-se a definição de responsabilidades de actuação.

   Este é um dever concertado da sociedade e das políticas e o primeiro passo para este dever é reconhecer a existência da 4ª idade e das suas necessidades especiais. Um dever que tem de ser considerado como uma obrigação e uma mobilização de cidadania solidária, dado que todos nós queremos viver mais e melhor e o futuro para os idosos deve ser de acções inclusivas e não exclusivas.

   A 4ª idade tem e terá uma forte evidência em Ilhas que caminham aceleradamente para a desertificação humana, talvez estejamos a atingir os limiares de irreversibilidade. Os poucos jovens que habitam estas Ilhas ao saírem para estudarem raramente regressam, aumentando assim o envelhecimento, de tal modo, que são os idosos a cuidar dos idosos.

   Para o efeito repare-se que o Índice de Envelhecimento – relação entre a população de 65 e mais anos e a população dos 0 – 14 anos, em cada 100, apresentava, em 2006, os seus maiores valores na Ilha do Corvo e nos concelhos das Lajes do Pico, Madalena, São Roque do Pico, Calheta, Velas, Santa Cruz das Flores e Santa Cruz da Graciosa.

   A 4ª idade é uma grande conquista da humanidade e todos nós desejamos lá chegar, façamos agora aos outros o que queremos que nos façam quando lá chegarmos.


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