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Ciência: O falso gene anti-envelhecimento


Data:  26-09-2011     Fonte:  Reconquista



 Viver mais tempo e envelhecer menos, que mais pode um coração desejar? E nesta última década nada foi mais promissor, no campo anti-envelhecimento, do que a proteína sirtuina. A ela associou-se ao poder aumentar a longevidade de vários organismos, incluindo talvez mesmo humanos, e prevenir as doenças ligadas à velhice.

O seu potencial parecia tal, que somente 4 anos após a sua descoberta, o gigante farmacêutico Glaxo SmithKlein comprou a pequena empresa que a lançara pela soma extraordinária de 535 milhões de euros, tornando milionários os cientistas por detrás desta.

A ideia era descobrir moléculas que aumentassem a nossa produção de sirtuinas, e destas desenvolver drogas e cosméticos anti-envelhecimento. E não demorou muito até aparecerem no mercado cremes com extrato de uva (que se cria ativarem sirtuinas) e em 2010 testavam-se já drogas em humanos (mais tarde interrompido devido ao aparecimento de efeitos secundários). Mas nem tudo era pacífico no meio e regularmente apareciam resultados contraditórios e vozes contra a teoria das sirtuinas. Isto levou Filipe Cabreiro - um português a trabalhar no Instituto Institute of Healthy Ageing em Londres - e colegas, a voltar às experiencias originais e, num estudo agora publicado na revista científica Nature, eles revelam como estas continham uma serie de erros, e como, uma vez estes corrigidos, a sirtuina não mostra qualquer efeito sobre o envelhecimento (e isto não numa, mas em 6 das experiencias originais). Com efeito para se estudar um gene este é normalmente introduzido em animais que não o têm, comparando-se depois esta nova população com a população original (sem o gene) mas assegurando primeiro que o gene é a única diferença entre as 2 populações. Ora este controle nunca chegou a ser feito nas experiências que lançaram a sirtuina e este erro pode ter deitado fora anos de investigação à volta de um mecanismo que, afinal, parece nunca ter existido. As implicações são enormes.

Mas o novo estudo não será aceite facilmente, há demasiados interesses em jogo - demasiados milhões, demasiados anos - e isto sem mencionar a reputação dos cientistas envolvidos. Aconteça o que acontecer, esta é uma história fascinante que vale a pena continuar a seguir.

"Ciência na Imprensa Regional - Ciência Viva"

Autor: Catarina Amorim


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