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António Barreto critica idade de reforma obrigatória


Data:  15-06-2011     Fonte:  Público



 António Barreto criticou esta quarta-feira a idade de reforma obrigatória e referiu que uma maior percentagem da população idosa activa permitiria uma maior contribuição económica.

Barreto defende os idosos não devem ser "obrigados" a reformar-se. A fundação Francisco Manuel dos Santos apresentou esta quarta-feira, no Jardim da Parada, o seu mais recente ensaio "Discriminação da Terceira Idade", da investigadora Sibila Marques, que visa apelar ao fim da discriminação dos idosos e a uma mudança ideológica do modo como o envelhecimento é encarado nas sociedades.

António Barreto, presidente da fundação, diz não compreender a preferência dada aos mais jovens e critica ainda a "idade da reforma obrigatória", afirmando que os idosos não devem ser "obrigados" a reformar-se ou até "proibidos" de exercer as suas funções, como conta já ter acontecido. Barreto defende que "a idade da reforma possa ser adequada à saúde das pessoas, ao desejo das pessoas, à liberdade de escolha, às possibilidades do empregador e das empresas".

E adianta que se uma maior percentagem da população idosa "estivesse activa", conseguiria "contribuir economicamente" para a sociedade. A autora do ensaio defende uma avaliação do desempenho entre os profissionais de idade mais avançada, como já acontece entre os jovens. Deste modo, a continuidade dos profissionais mais velhos nos seus postos de trabalho não seria impedida como consequência da idade, mas sim como consequência dos seus níveis de capacidade.

Defendendo uma população idosa mais activa no mercado de trabalho, Sibila Marques explica que uma mudança a este nível proporcionaria "ganhos de produtividade" e nega que os mais jovens possam ter mais criatividade e produtividade no exercício das suas funções.

A também psicóloga refere ainda o mercado, com publicidades direccionadas para idosos, algo que afirma já acontecer, e a educação junto das crianças como soluções para um afastamento das actuais ideias discriminatórias relativas ao envelhecimento. Quanto à questão que tem vindo a ser colocada na Europa, sobre um aumento da percentagem de desemprego entre os jovens, caso os idosos se mantenham nos seus postos de trabalho até mais tarde, Sibila Marques explica que uma cooperação e conjugação entre ambas as gerações poderia trazer benefícios ao mercado, nomeadamente ao nível do empreendedorismo.

Sibila refere ainda questões de saúde, explicando que os portugueses têm tendência para associar envelhecimento a doenças, sendo o "mal-estar" sentido pelos idosos influenciado por este factor. E assevera que o papel do médico é aqui fundamental, já que em Portugal estes profissionais tratam, por vezes, os seus pacientes como "incapazes" devido à sua idade.

A psicóloga afirma ainda que a fusão entre as pastas da saúde e da segurança social, que tem vindo a ser discutida nos últimos tempos, podia ser uma solução vantajosa para a criação de políticas direccionadas para o envelhecimento e acredita que os partidos "não estejam atentos" a esta problemática, ainda pouco falada "na nossa sociedade".

Na apresentação do ensaio, houve ainda referência ao facto de não existirem secções partidárias para seniores, como acontece com as juventudes partidárias, uma consequência do esquecimento da população idosa por parte dos partidos, segundo referem os intervenientes do debate.

A investigadora e autora do ensaio mostra-se preocupada com as estatísticas, que apontam para uma duplicação das percentagens de envelhecimento na sociedade portuguesa e levanta questões sociais sobre a garantia da produtividade e do crescimento económico e a sustentabilidade da protecção social e das finanças públicas.


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