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Idosos aprendem a combater o frio


Data:  07-02-2011     Fonte:  Correio do Minho



  "Sendo a população sénior um grupo de risco, torna-se essencial o aconselhamento para evitar situações mais complicadas como resfriados, pneumonias e outras doenças respiratórias", refere a organização da iniciativa.

Isabel Veloso, enfermeira e coordenadora da Comissão de Controlo de Infecção do Hospital de Braga, explica ao CM qual a necessidade de realizar uma acção de formação de prevenção de infecções respiratórias.

"Uma vez que estamos numa altura do ano em que há mais infecções respiratórias, queremos falar sobre as medidas que os mais idosos podem pôr em prática para prevenir as infecções, ou então no caso de as ter, o que é que podem fazer para as tratar", refere.

"Queremos falar um pouco sobre a diferença entre constipações e gripes, porque às vezes faz-se confusão", esclarece Isabel Veloso. "As constipações são mais ligeiras, mas as gripes às vezes têm febres mais altas"

Salientando o valor da prevenção das doenças respiratórias, Isabel Veloso explicou aos presentes na iniciativa a importância da vacinação, "que é a medida mais importante".

Isabel Veloso enumera também alguns conselhos sobre "medidas de etiqueta", isto é, "como tossir, como espirrar, lavar as mãos frequentemente, não levar as mãos aos olhos ou ao nariz, beber líquidos, comer alimentos ricos em vitaminas, sais minerais".

"Estas medidas são para ter em conta ao longo do ano", recorda Isabel Veloso. "São medidas básicas que toda a gente deve ter independentemente de estarmos no Inverno, mas nesta altura do ano, como há mais infecções respiratórias, é necessário ter mais cuidado para que quem está doente não propague ainda mais as infecções"

Questionada sobre se é aconselhável para os idosos se dirigirem ao hospital se sentirem sintomas de infecção respiratória, Isabel Veloso esclarece que "muitas vezes não é necessário recorrer ao hospital nem ao centro de saúde. Podem ficar nas instituições ou em casa em descanso e não esquecendo a ingestão de líquidos. O paracetamol muitas vezes chega para a febre".

Em caso de dúvida, Isabel Veloso aconselha que os idosos liguem para a 'Linha de Saúde 24' (808 24 24 24) para uma indicação mais precisa se é necessário dirigirem-se ao hospital ou apenas repousar em casa, tomando medicação para a febre.

"Se sentir sintomas mais fortes como falta de ar, dores a nível torácico ou ao nível do abdómen, deve recorrer aos serviços hospitalares. Deve-se ter também em conta se a pessoa já tem outros problemas de saúde", salienta Isabel Veloso.

A iniciativa enquadra-se, segundo a organização, no Programa de Educação para a Saúde promovido pelo Hospital de Braga. O programa de promoção de saúde engloba também acções de formação destinadas a escolas, instituições de solidariedade, entre outras entidades. A acção de formação contou com a presença de idosos da Santa Casa da Misericórdia, Academia Sénior da Cruz Vermelha e do Centro Social de Ferreiros.

Alguns conselhos para se proteger do frio

É aconselhado aos idosos que, para se protegerem do frio, só saiam à rua quando for extremamente necessário, vestindo roupas quentes e adequadas conforme estejam no interior de edifícios ou no exterior.

A calafetagem das portas e janelas é apontada como uma forma de manter a casa aquecida e evitar perdas de calor e a entrada de frio.

Deve-se ter especial atenção ao uso de lareiras, salamandras, braseiras ou aquecedores eléctricos devido à produção de monóxido de carbono.

Para dormir mais confortável, é aconselhado o uso de botijas de água quente, embora seja necessário ter cuidado para não fazer queimaduras da pele.

Bebidas quentes como chá, leite ou sopa podem ajudar a aquecer o corpo.

A prática de exercício físico através de caminhadas e de movimentos ginásticos com os dedos, braços e pernas estimulam a circulação sanguínea e aumenta a produção de calor, para além de promover a socialização e prevenir situações de isolamento.

Isabel Veloso, enfermeira e coordenadora da Comissão de Controlo de Infecção do Hospital de Braga, realça que, em caso de constipação ou gripe, nem sempre é necessário dirigir-se ao hospital, dependendo dos sintomas e dos problemas de saúde que o idoso tiver.


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