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Rede de Cuidados Continuados no Algarve é exemplo para outras regiões


Data:  01-12-2008     Fonte:  Barlavento Online



  Após dois anos de funcionamento, o objectivo do alargamento da Rede de Cuidados Continuados Integrados, em 2009, na região algarvia, é chegar às 400 camas, bem como apostar ainda mais no acompanhamento dos doentes no domicílio.

   "Hoje, no Algarve, temos uma experiência inovadora, que no resto do país ainda é preciso melhorar. É o assistir melhor os doentes antes da sua integração na rede e depois, no lugar onde as pessoas gostam mais de estar e viver: a sua casa", explicou Inês Guerreiro, coordenadora da Unidade de Missão para os Cuidados Continuados Integrados, na semana passada, no Centro Cultural de Lagos, nas comemorações do segundo aniversário de funcionamento da rede no Algarve.

   Os resultados de dois anos de trabalho das equipas da rede de Cuidados Continuados são positivos, estando a região algarvia, até agora, dotada com 247 camas, no total das diferentes unidades da rede, nomeadamente de convalescença, de média ou longa duração, ou de cuidados paliativos.

   Mas o percurso da rede no Algarve não se resume ao número de camas e ao seu reforço, tendo sido feita outra aposta, "nas equipas de cuidados domiciliários", revelou Rui Lourenço, presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve.

   O acompanhamento do doente na sua casa é uma mais valia da rede, quer seja para evitar que as pessoas com menos possibilidade ou mobilidade se tenham que deslocar aos centros de saúde ou hospitais, quer seja para que o seu estado de saúde seja acompanhado de forma assídua.

   As equipas ao domicílio acabam por "evitar que as pessoas recorram ao hospital sem necessidade, porque o acompanhamento em casa evita a agudização de situações, bem como garante que, após a integração na rede, as pessoas continuam a ser acompanhadas. Esta é uma resposta indispensável, de grande valia" para o sistema de saúde, justificou Inês Guerreiro.

   É que o aumento da esperança média de vida, associado à sobrecarga diária dos familiares, significa que têm que existir outras pessoas que possam auxiliar e "prestar os cuidados necessários aos doentes, acompanhando-os ao longo do percurso da doença crónica", acrescentou a coordenadora.

   Dos 16 concelhos algarvios, apenas Aljezur, Monchique e Alcoutim ainda não têm estas equipas de cuidados domiciliários, que percorrem diariamente quilómetros e quilómetros, seja na cidade, seja nas povoações mais pequenas, para prestar os cuidados básicos a quem mais precisa.

   "Somos cinco enfermeiros de campo, mais um coordenador, duas assistentes de geriatria, dois auxiliares de acção médica, dois motoristas, dois médicos, dois fisioterapeutas, e cada equipa atende cerca de 15 utentes por dia. No nosso trabalho, encontramos doenças menos graves, até famílias desestruturadas", explicou Vitor Martins, enfermeiro que integra uma das equipas da rede de cuidados continuados domiciliárias do centro de saúde de Loulé.

   A rede de cuidados continuados integrados não é essencial apenas para os doentes. "A rede tem criado emprego. Neste momento, trabalham a tempo inteiro cerca de 300 pessoas, das quais mais de 220 são do sector privado. Estamos a gerar trabalho, que é algo muito importante", revelou Rui Lourenço.

   O objectivo da rede a longo prazo será, segundo o presidente da ARS do Algarve, "ter equipas em todo o território. Neste momento, vivemos uma altura difícil quanto à gestão dos recursos humanos, sobretudo no Algarve, uma região que está a crescer muito em termos populacionais", mas as instituições vão continuar a trabalhar em parceria para conseguir atingir objectivos.

   O exemplo desse esforço na concretização das metas foi realçado depois, com as assinaturas dos protocolos para a criação de novas camas, na Unidade de Convalescença e Média Duração da Santa Casa da Misericórdia de Portimão, que ficará com 26 camas, bem como para o alargamento da Unidade de Longa Duração e Manutenção de Estombar, com um total de 32 camas, e da Unidade de Convalescença do Hospital Privado São Gonçalo de Lagos, que ficará com 11 camas.

   No caso do Hospital Privado de Lagos, a Unidade de Convalescença passa a oferecer onze camas, que se destinam a pessoas que tenham perda de autonomia, mas que possam voltar a recuperá-la.

   Para isso, os utentes em regime de internamento passam a ter cuidados clínicos, de reabilitação e de apoio psicossocial, tendo o hospital, para melhor responder às necessidades dos doentes, criado uma equipa multidisciplinar.

   Os números da Rede de Cuidados Continuados:

   3 equipas de coordenação local;
   2 equipas de gestão de altas;
   50 camas de unidade de convalescença;
   46 camas de unidade de média duração e reabilitação;
   150 camas de unidade de longa duração e manutenção;
   24 camas de unidade de cuidados paliativos;
   18 equipas domiciliárias de cuidados continuados;
   2 equipas intra-hospitalar de suporte em cuidados paliativos;
   1 equipa comunitária de suporte em cuidados paliativos;
   2724 utentes abrangidos pelas equipas;
   150 dias de permanência nas unidades, em média;


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