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Novas tecnologias ao serviço de populações em envelhecimento


Data:  05-04-2010     Fonte:  As Beiras



  Vivemos numa época em que os recursos humanos disponíveis para cuidados continua-dos e prolongados dificultam a resposta às exigências de uma população em envelhecimento acelerado ou com necessidades especiais. Seria importante que entidades público-privadas e a academia se envolvessem num esforço que preparasse a sociedade para um futuro que se adivinha difícil. O conceito de "Assisted Living Facility" refere-se a medidas que visam auxiliar cidadãos que necessitem de algum tipo de ajuda para desenvolver algumas das actividades do quotidiano e que todavia desejam permanecer com um nível de independência o mais elevado possível. As novas tecnologias devem ser postas ao serviço deste desiderato, e já existem noutros países serviços que fornecem supervisão contínua, à distância ou num modelo de maior proximidade, dependendo do tipo de assistência requerida. Existe um conjunto de possibilidades que permite uma maior privacidade, espaço e dignidade, que outro tipo de serviços de natureza mais institucional, e a custos competitivos.

Engenheiros e neurocientistas têm procurado tecnologias que ajudem as pessoas com problemas cognitivos do envelhecimento ou do neurodesenvolvimento e muitos casos de aparente sucesso foram descritos. Todavia pouco é conhecido sobre o impacto dos mesmos ao nível do indivíduo e da família. É um factor limitador o facto de os intervenientes directos no processo ou os próprios utentes raramente terem experiência com software ou tecnologia desenhada para pessoas com defeito cognitivo ligeiro ou grave.

Alguns conceitos inovadores nesta área relacionam-se com o desenvolvimento de plataformas de telemedicina. O desenvolvimento de sistemas de captura vídeo e de registo electrónico remoto que pode ser partilhado de forma confidencial com técnicos que providenciem apoio e aconselhamento é um princípio importante, numa época em que os problemas cognitivos associados ao envelhecimento da população ou a certas afecções neuropsiquiátricas condicionam a disponibilidade dos recursos humanos existentes. É aqui que as tecnologias da informação podem desempenhar um papel vital na união entre famílias e profissionais de saúde.

Os recentes desenvolvimentos na área de interacção homem-máquina, incluindo produtos de entretenimento, podem ser aplicados para o desenvolvimento de ferramentas que estimulem a reabilitação cognitiva e a aquisição de novas competências. O desafio é que as novas tecnologias para realidade virtual, aumentada ou simulada possam ser aplicados a dispositivos de "assisted living" bem como a instrumentos de cuidados de saúde. Algumas destas tecnologias em ambiente doméstico poderiam incluir sensores/computadores imersos em rede no quotidiano, e que antecipassem as necessidades do utilizador.

Esta proposta não é isenta de desafios e exige cooperação interdisciplinar entre engenheiros, médicos, técnicos de saúde e outros profissionais. Por outro lado os sistemas devem ser fiáveis, seguros e certificáveis. A flexibilidade de uso e a privacidade serão também cruciais para a aceitação pelo utilizador final. O futuro reserva-nos grandes esperanças mas também grandes dilemas neste domínio.


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